segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Capítulo 4 - The Surprising Note


    Permaneci no estacionamento frio e úmido onde Violet me deixara após sua saída furiosa. Fiquei organizando o caos que se passava em minha cabeça até que Emily veio me procurar seguida pelo barulho das sirenes da polícia e da ambulância. Apesar de sua personalidade forte, Emily estava em choque com o que ocorreu, assim como James. Ela me pegou pelo braço e me arrastou novamente até a multidão.
   Nesse meio tempo, a aglomeração se multiplicara. Aparentemente todas as pessoas da vizinhança souberam do ocorrido e foram bisbilhotar. Espalhava-se a notícia de que Susan, apesar de devidamente atendida, não resistiu ao ferimento e morreu. A ambulância levava o corpo enquanto a polícia colhia informações de testemunhas e averiguava o local em busca de pistas. A atmosfera pesada pairava no local e, portanto resolvemos sair dali. Entramos no meu carro, e devido ao estado dos outros dois eu dirigi e eles foram no banco traseiro. O vórtice de acontecimentos ainda passava pela minha cabeça, quando deixei meus amigos em suas respectivas casas e segui para casa. Estacionei o carro, e logo ao entrar, deitei-me no sofá e liguei a televisão no canal de noticias local. Ainda não havia nada sobre a morte de Susan, então fiquei esperando por alguma transmissão especial ou coisa do tipo. Acabei adormecendo durante uma reportagem tediosa sobre os efeitos do clima frio sobre a agricultura local.
  Meus sonhos foram permeados de estranhas visões de Violet, Susan e mortes repentinas acompanhadas de olhos avermelhados e policiais desorientados. Acordei por fim de tal pesadelo. O sofá desconfortável me deixara com dores no pescoço e nas costas, e o relógio luminoso na estante me fez despertar e concluir que se não corresse iria me atrasar. Vesti-me rapidamente, peguei a mochila, tomei um rápido café da manhã composto por cereais e fui direto para o meu carro salpicado da garoa que estava caindo.  O túnel de árvores verdes não me pareceu tão chamativo como me parecera no dia anterior, eu estava com pressa e em busca de algumas explicações. Cheguei na escola, os alunos começavam a lotar o estacionamento, mas mesmo assim não pude ver o carro de Violet lá. Fiquei esperando meus amigos chegarem, e me atualizarem sobre os boatos da morte de Susan. O sinal estava prestes a tocar e nenhum sinal de Violet. Nesse meio tempo, só consegui descobrir que se cogitava que a morte pudesse ser resultado de um assassino presente nas redondezas do bar, ou um ataque animal, o que já era quase descartado devido à precisão dos golpes. Desisti de minha vigília e fui para a aula de Biologia. Era uma das poucas aulas em que Emily e James estavam na mesma sala que eu, assim como Violet, o que tornava sua presença inevitável. Mas já pelo fim da aula eu me frustrara, pois ela não apareceu. O restante do dia se estendeu de forma torturante e vagarosa, com dúvidas fervilhando em minha cabeça. Minha aparência pensativa chamou a atenção dos meus amigos, que me perguntaram o que estava acontecendo. Eu disse que não era nada, apenas a morte de Susan que me perturbara, o que não era integralmente uma mentira. Chegando ao meu armário, abri-o e notei um pequeno pedaço de papel com uma letra meticulosa e refinada caligrafia que dizia:

         Se quiser respostas às suas perguntas, encontre-me na clareira próxima ao Eagle’s Shore. Não diga a ninguém e nem cogite em ir acompanhado. Deixo isso por sua conta e risco.

                                                                                     Violet

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